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Bruce "Gender"

03.06.15

Eu vi, tal como meio mundo já viu a capa da Vanity Fair e não posso passar ao lado desta imagem:

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Sei que para muita gente o nome Caitlyn não diz nada e que se calhar não reconhece a mulher da imagem, mas para quem acompanhou a notícia da mudança de sexo de Bruce Jenner, se olhar com atenção, consegue vê-lo!

 

Foi o meu namorado que me enviou a foto da capa e eu olhei, não reconheci e ignorei... Só depois da insistência dele em relação à mulher na imagem é que eu associei!!! Acho que não estava preparada para conhecer o novo Bruce tão cedo... Para mim, continua a ser estranho porque (vou admitir) sou espectadora assídua do programa e tal como milhões de pessoas sempre vi o Bruce como sendo um macho man, super ligado ao desporto e a desprezar um pouco as preocupações das femininas. Basicamente se tivesse de pensar numa pessoa da família a mudar de sexo, nunca pensaria que era ele...

 

 

Para quem não conhece bem a história de Bruce Jenner, ele é um atleta olímpico americano, medalhado, que foi casado com a mãe da Kim Kardashian durante muitos anos, depois de um primeiro casamento do qual teve 4 filhos e ainda teve a Kylie e a Kendall... Por isso estamos a falar de um homem desportivo, que foi casado, com 6 filhos biológicos e que aos 65 anos decide assumir perante o mundo que nunca se sentiu bem com o seu corpo, que se veste de mulher (apesar de continuar a gostar de mulheres) e por isso que agora com toda a maturidade e independência decide que vai mudar de sexo e corrigir uma situação que o fez sentir desconfortável durante muitos anos. O que dizer de tudo isto?! Eu não sei!!!

 

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Quando vi esta noticia pela primeira vez, pensei que fosse alguma brincadeira, não acreditei de todo, mas depois de ver a entrevista toda do início ao fim, achei que a atitude dele era algo egoísta. O que sentem os filhos perante essa noticia? Ou a mulher que viveu com ele tantos anos? Mas depois de pensar bastante sobre isso, acho que não é egoísmo, porque na verdade ele durante muito anos omitiu esse sentimento, essa vontade, não pensando nele...

 

Mesmo assim não deixo de achar estranho, inesperado, louco, mas ao mesmo tempo imagino o que é esconder de todos algo tão pessoal, viver preso num corpo, num género que não consideramos o nosso... No final, acho que admiro a coragem, não só pela idade ou pelos filhos, mas por ter a coragem de o fazer quando é alguém tão público, tão sujeito ao escrutínio dos media!

 

Agora, olho para a imagem dele e vejo uma mulher de 65 anos que não está nada mal... Sinceramente, acho que tornou-se numa mulher mais bonita do que o homem que era...

 

Toda esta história só me leva a pensar em todos os homens e mulheres que nunca se sentem bem com o seu género e que não têm a coragem de admitir e mudar, de se transformarem em pessoas felizes e isso deixa-me triste. Espero que esta coragem inspire de facto todas as pessoas que vivem infelizes com a sua condição e que deixe também todas as outras com a mente mais aberta para aceitar as escolhas de cada um, respeitar e continuar a amar as pessoas pelo que são e não pelas suas opções, pelo seu género ou raça.

 

by Kat

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Tenho a certeza que acontece a todas: compras e só depois quando chegas a casa é que começam as indecisões. Odeio, mas parece impossível: acontece-me quase sempre!

 

Ontem, depois de uma semana bastante cansativa, apetecia-me mesmo fazer umas compras... Entro na Zara, adoro tudo, experimento, adoro e conclusão: levo!

Quando chego a casa com todo o meu entusiasmo, volto a experimentar e aí surgem as indecisões e muitas vezes o derradeiro arrependimento!

Conseguem identificar-se?

 

Não sei porque isso me acontece, mas tenho várias teorias:

  1. Será que a Zara e similares possuem uma espécie de espelhos mágicos que nos fazem adorar coisas que de outra forma não adoraríamos?!
  2. Haverá alguma pressão “comercial” para comprar?! Como vemos tantas coisas giras penduradas, queremos ter essas coisas para nós e assim do nada já estamos na caixa a pagar...
  3. Será o pagamento da conta que nos faz perder o encanto pelas coisas que compramos?!
  4. Poderá estar relacionado com a companhia que escolhemos para as compras, que nos incentiva a comprar, porque nos fica um encanto e nós acreditamos?!
  5. Por último, estaríamos nós com pressa ou demasiado carregadas com carteira, casaco, entre as mil coisas que já escolhemos para experimentar, e nem tivemos oportunidade de avaliar bem o que estávamos a experimentar no meio da loja (esta para mim é uma teoria muito válida nas compras de casacos)?!
  6. Sabemos que podemos comprar sem problemas, porque quando quisermos trocar é na boa e sempre ficamos com um motivo válido para voltar!

 

Bem depois de descrever as minhas teorias, concluo que é exatamente isto o que se passa!!! Basicamente no momento da compra estamos à vontade porque podemos sempre voltar a trás e a verdade é que é em casa que melhor se avalia as compras!

 

Por isso, vou continuar com esta minha política: compro primeiro e se me arrepender depois, volto! É o círculo virtuoso da Zara!!!

 

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I'm sure it happens to all of you girls: shopping and then only when you get home the indecisions starts. Hate that, but the truth is: it happens to me all the time!

Yesterday, after a very tiring week, I felt like I need to do some shopping... I went to Zara, love everything, tried all and conclusion: bought!

 

When I get home with all my enthusiasm, I tried again all the things that I bought and so begin the indecisions and and often the ultimate regret!

 

Can you see yourself?

 

I don’t know why this happens, but I have several theories:

  1. Does Zara have some kind of magic mirrors that make us love things that wouldn’t love otherwise?!
  2. Is there a "commercial" pressure to buy?! As we see so many nice things hanging, we want those things so suddenly we are paying...
  3. It will be the payment that makes us lose the charm for the new things?!
  4. Does it have to do with the friends we chose to shop, which encourages us to buy?!
  5. Would we be in a hurry or too loaded with a heavy handbag, jacket, among the thousand things that have already chosen to try, that doesn’t help us to see exactly what we are buying (for me this is a very valid theory when I’m buying coats and jackets)?!
  6. We know that we can buy without problems, because when we want to return it, it’s very easy and we have a good reason to return!

Well after describing my theories, I conclude that this is exactly what happens!!! Basically at the time of purchase we have to buy because when you got back to home you can evaluate better!

Therefore, I will continue with this policy: first buy, regret later and be back. It is the virtuous circle of Zara !!!

 by Kat

 

 

 

 

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Ontem estive a ver o filme The Giver e para quem não conhece a história retrata a vida de uma comunidade que vive num ambiente controlado. Controlam o tempo, os sentimentos e as emoções de todos os elementos. Vêm a vida sem cor, literalmente, dado que o filme começa a preto e branco.

 

Apenas um deles, o Portador, é capaz de sentir, de ter emoções, de amar e de ver as cores que o rodeiam. Até que um elemento da população é selecionado para receber essa dádiva. Porque a líder, mesmo não querendo que os outros tenham esse “visão” da vida, quer que esta perdure.

 

O que é que eu vi de interessante neste filme? Não sei bem, mas podemos fazer uma boa analogia para a nossa sociedade. Porque nos dias que correm, ou sempre foi assim, eu agora talvez tenha mais consciência das coisas, há pessoas que parece que vivem naquele mundo, isoladas de sentimentos ou pelo menos é isso que querem fazer parecer.

 

Há pessoas que vivem alheias da miséria, da fome, do caos politico, económico e financeiro. Há pessoas que não olham além do seu próprio umbigo, que não estendem a mão para ajudar o próximo, e às tantas é sem qualquer consciência, talvez porque nunca ninguém lhes ensinou o lado bom das coisas. E como não sabem o que são os bons sentimentos, não os sabem praticar.

 

Mas pergunto-me, como e porque é que aprenderam os maus? A odiar, a matar, a detestar, a julgar, a mentir, a ofender, a roubar…

Não é bom sentirmo-nos vivos? Sentirmos que fazemos parte de alguma coisa? Sentir emoções? Sentirmos o tempo passar? Sentir que a vida faz sentido?

 

O filme mostra a partilha da vida. E a verdade é que, a vida parece mais completa, quanto mais a experienciamos. E quanto mais a experienciamos, mais a queremos viver.

 

O descobrir as emoções, os sentimentos, as cores, os sabores, as visões, os sons, os cheiros, pela primeira vez é realmente gratificante e emocionante. Não se explica, sente-se, partilha-se, vive-se.

 

Mas parece que tudo foi criado com um oposto, e temos de lidar com sentimentos mais difíceis, a morte, a ausência, a saudade. Nisso concordo com o filme, se esse tipo de dor pudesse ser apagada do mundo… Nesse caso, talvez viver fosse mais fácil, mas provavelmente não seria a mesma coisa.

 

 

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