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Passaram poucos dias e já posso indicar algumas coisas das quais não tenho saudade.

Como habitual utilizadora do metro é fácil adivinhar que as constantes greves não são coisa de que eu vá sentir falta. Esta semana já sei que existiu uma e para a semana já marcaram outra. É que não se aguenta. Cada qual que lute pelos seus direitos, mas sem infernizar a vida aos outros que também têm o direito de ir trabalhar.

 

Para além disso, as horas de ponta no metro de Lisboa são caóticas e mesmo usando o metro nas horas de ponta aqui, numa cidade com mais de 3 milhões de habitantes, nunca apanhei o metro cheio ao ponto de ir quase dentro do livro de outra pessoa, como tantas vezes me aconteceu. E o motivo para que assim seja é simples: o metro passa mais vezes!

 

Mas nem só de metro vive o homem. O trânsito por aqui, ou pelo menos na zona que frequento por estes dias é muito tranquilo e rara vez se ouvem buzinadelas ou ambulâncias a passar, talvez em outra zona da cidade não seja assim.

 

Para já vou aproveitar estas calmarias!

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Ainda não posso escrever sobre o que tenho saudade, senão não parava de escrever!

 

by Bel

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Infelizmente, às vezes, ouço bem demais. 

 

 

Estou eu numa das minhas deslocações de metro e tenho de ouvir uma daquelas histórias em que só queria era ficar de boca aberta e no final dar uma boa gargalhada. Então vou vos contar a história tal como contei a uns amigos à hora de almoço. Passo a citar-me:

 

"Estão dois senhores, na casa dos 50 anos, muito normais, a fazer conversa no metro e eu quietinha no meu lugar a ter que ouvir tudo porque eles estavam mesmo ao meu lado. 

 

Senhor 1: Ontem fui jantar a casa de um casal amigo. Bem vim de lá impressionado com a mulher dele. Ela chega do trabalho dela, arruma a casa para ficar com aquele jeito apresentável sabes? Assim tudo num brinquinho? (E até fez aquele gesto com a mão na orelha, sabem?) Depois cozinha sempre uma daquelas refeições em que fica o cheirinho em toda a casa. Nada como em minha casa. E mais, chega a casa e ainda se veste só para estar em casa, e que bem que ela estava. Estava mesmo maravilhado com aquilo tudo.

 

O senhor 2 que estava a ouvir a conversa com muita atenção e assim meio que com a boca aberta diz:

 

Senhor 2: Pois isso realmente não é assim em minha casa. E já agora nem te perguntei pela tua mulher, como é que ela está? 

 

O senhor um responde com o ar mais natural e descontraído do mundo:

Senhor 1: Gorda que nem uma lontra. Anda a tomar umas coisas para emagrecer porque está muita gorda."

 

Bem, perante isto, mulheres de Portugal, não há muito que vos possa dizer. Apenas para não se desleixarem perante os vossos maridos/namorados/amigos coloridos. Porque usando como inspiração a música do Miguel Araújo "as mulheres dos outros são o arquétipo da perfeição, o pináculo da criação". 

Quando chegam a casa não digo para não vestirem uma roupinha confortável, que às vezes é bem apelativa, estou apenas a dizer que, às vezes, ter algum cuidado é bom. Às vezes chegamos a casa atiramos um sapato para um lado e outro para outro e aterramos no sofá, pois se é esse o habito está na hora de dar nas vistas lá por casa e fazerem com que o ser masculino que têm sentado no sofá tire um bocadinho os olhos da televisão. 

 

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Greve no metro de Lisboa.

 

Caríssimos senhores que fazem greve,

 

Sem querer ferir susceptibilidades, escrevo-vos esta "carta". Sou apologista incondicional da liberdade. Concordo com o direito à greve. Acho que todos devemos lutar por melhores condições, inclusive no trabalho. Mas digam-me cá uma coisa: essa greve vai beneficiar-vos? Vão deixar de ter cortes? Os vossos "patrões" vão ouvir-vos, por pararem o metro uma manhã?

 

Eu sinceramente acho que não. Tal como eu, milhares de habitantes de lisboa se deslocam de metro para os seu trabalho. Sim vocês sabem que somos imensos. E o que acontece é que, por existir uma manhã em que vocês param de livre vontade, porque estão a praticar um direito vosso, todos nós estamos a fazer uma greve forçada.

 

Chegamos atrasados, deixamos pessoas penduradas à nossa espera, os nossos chefes resmungam, nós praguejamos contra vocês e no final do dia o que acontece?

 

Rigorosamente nada.

 

O balanço que podemos fazer é que alguns de vocês não se levantaram para ir trabalhar, outros de vós estão a tentar a vossa sorte a berrar umas palavras a alguém e nós os utilizadores estamos a fazer mais uma ou duas horitas ao final do dia, cheinhoooosss de sono por termos acordado cedo, porque O METRO FAZIA GREVE.

 

Deixo-vos a sugestão de irem mas é para a porta desses senhores "nada simpáticos e forretas" a meio da noite bater com tachos e panelas, aposto que isso os irritava mais, E nós simples utilizadores dos vossos tão prestáveis serviços agradecíamos do fundo do coração, mais uma deslocação matinal para o nosso trabalho.

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