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Sim, se ainda não foste ontem ao supermercado, acho mesmo que precisas de ir. Se foste, podes sempre repetir (esquecemos sempre alguma coisa, não é?).
Desta vez, o motivo não tem nada a ver com descontos, mas sim de algo muito mais importante: este fim de semana é a campanha do Banco Alimentar contra a Fome!

Não custa nada ajudar, é só juntar mais algumas coisas ao carrinho. Já juntamos ás vezes tantas coisas que não precisamos e que nem constavam da nossa lista de compras porque não adicionar ao carrinho alguma solidariedade?!
Vais querer que esta seja a receita na casa de muitas famílias carenciadas ou em muitas instituições?!
Lá está, como diz o slogan: Este Natal a receita é ajudar!
Vamos alimentar esta ideia?!
by Katbel
Ontem ficamos a conhecer o Prémio Nobel da Paz de 2014: Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi!

Malala Yousafzai, paquistanesa, e Kailash Satyarthi, indiano, são ativistas pelos direitos das crianças e bateram personalidades como Edward Snowden, o Papa e Vladimir Putin.
Ao contrário do que sucedeu nos últimos dois anos, em que o Nobel foi atribuído a duas instituições (União Europeia e OPCW - Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons), este ano um dos mais prestigiados galardões do mundo é atribuído a duas pessoas, que dão a cara (e a vida) por uma causa.
São premiados como Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi que me deixam feliz, pois vejo que ainda existem no mundo pessoas capazes de lutar por causas justas e com força de vontade para mudar um mundo que tantas vezes consideramos perdido.
Confesso que fiquei ainda mais feliz pelo prémio ter sido atribuído a uma menina tão jovem: Malala, agora com 17 anos, cedo começou a alertar o mundo para o direito à educação, especialmente, para todas as meninas que vêm a sociedade onde vivem negar-lhes o acesso à escola e ao futuro.
Agradeço a todas as pessoas como Malala, que se levantam e fazem ouvir, por nos chamarem à realidade. Para nós a educação (pelo menos a básica) é algo garantido e pela qual não temos de lutar, nem enfrentar toda a sociedade. Malala teve e por se tornar tão audível ao mundo, tentaram silencia-la.
Admiro, por isso, não só a causa que defende, mas também a sua coragem e determinação. Era muito bom que todos tivéssemos um pouquinho da sua sabedoria, pois tenho a certeza que o mundo seria um lugar bem melhor!
“One child, one teacher, one book and one pen can change the world”
by Kat
Já tinha deixado o mundo de boca aberta quando na coleção passada, criou o supermercado Chanel, com prateleiras recheadas de produtos de marca, apresentando a sua coleção numa ida às compras, mas desta vez nada se compara com o show que Karl Lagerfield apresentou ontem em Paris.
Recriou um distrito – Chanel Boulevard, com ruas esburacadas, passadeiras, maravilhosos edifícios parisienses e desfilou uma manifestação pelos direitos das mulheres!!!
Modelos como Cara Delavingne, Kendall Jenner, Gisele Bündchen e Georgia May Jagger levantaram os seus cartazes com slogans como “Make Fashion Not War”, “History is Her story” e apelaram à campanha HeForShe (ver post sobre esta campanha aqui).
As manifestantes fizeram-se ouvir e aliaram-se para chamar a atenção do mundo para os problemas graves de desigualdade de géneros, lutando pelos direitos de todas as mulheres!
Sem dúvida o melhor final de desfile de que há memória!
Muito recentemente, a atriz britânica Emma Watson, enquanto embaixadora das Nações Unidas, abriu a campanha mundial intitulada “HeforShe” cujo principal objetivo é alertar os homens para a necessidade de defesa dos direitos das mulheres.
Antes de mais os parabéns a esta fantástica mulher, que para além de excelente atriz, dá a cara por causas nobres de forma simples e com uma elegância irrepreensível.
Este é um tema sensível e daria lugar a muitas palavras. Contudo, Emma Watson resume em poucos segundos uma ideia, que considero muito importante. É essencial entender a definição de feminismo, porque ainda existe muita gente que pensa que as feministas são mulheres que não gostam de homens, ou que defendem que a mulher tem de estar no topo e ser superior aos homens. Depois temos aqueles ignorantes que acham que todas as feministas são lésbicas, este ponto nem vale a pena comentar. E por fim, há os que pensam que as feministas querem ser homens, querem ter uma aparência masculina e não gostam de coisas de mulheres.
Pois bem, não é nada disso, feminismo é uma teoria de igualdade que defende que os homens e mulheres são iguais em direitos, oportunidades e liberdades. É uma teoria elaborada por mulheres conscientes das discriminações que sofrem, apenas por serem mulheres, e que decidiram tomar medidas para mudar essa realidade.
Feminismo não é o contrário de machismo, porque este movimento defende a superioridade masculina e as mulheres não querem a superioridade feminina, apenas igualdade.
É crucial que se acabem com as desigualdades profissionais, salariais e politicas. É vital que a violência física e psicológica dentro e fora de casa seja combatida, porque muitas têm perdido a vida e tantas mulheres sofrem em silêncio. Temos de acabar com os preconceitos que ainda existem na sociedade no que respeita às mulheres, porque este é um problema generalizado, que ocorre em todas as classes sociais e em vários países, inclusive nos mais desenvolvidos.
Tem de ficar claro que a mulher não é um bem, não é uma propriedade, não se adquire, conquista-se e a sua vida só a ela pertence e ninguém deve ter o poder de a tirar.
“A luta feminista é, acima de tudo, para que homens e mulheres vivam numa sociedade mais justa e em que todos sejam livres”.