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Descobri a minha "rua fútil” favorita em Madrid. Se em Lisboa, seria a Avenida da Liberdade ou em Nova Iorque a 5ª Avenida, em Madrid é uma combinação perfeita dessas duas ruas, porque consegue ter todas as lojas de sonho numa rua, que nem chega a ser muito grande. E estou a falar-vos da Calle de José Ortega y Gasset. 

 

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Esta rua é uma mistura de sonhos e suspiros. É a Dior numa esquina, a Chanel na outra, seguida pela Hèrmes e pela fabulosa vitrine da Dolce&Gabanna, a poucos passos da Escada e da Armani, mesmo coladinhas à Tiffany & Co, tudo o que é de luxo se concentrou bem ali, no meio de Madrid, no bairro mais trendy da cidade, Salamanca. 

 

Este bairro que me tirar suspiros e me faz sonhar, a mim e a tantas outras apaixonadas por vitrines e modelitos, é muito movimentado e as pessoas que por ali passam parecem muito atarefadas, na verdade tão atarefadas que nem sei se reparam no que têm à sua volta. Mas ai vocês dizem, “é fácil entender, não podem comprar ou nem se quer têm qualquer interesse, até mesmo se pudessem”. Sim, é uma verdade, porque apesar de tanto movimento as lojas tão cheias, mas só de sonhos e desejos, porque pessoa, só mesmo quem lá trabalha. 

 

Estas marcas têm um ar intimidante e a modos que repulsivo. Não têm ninguém, parecem demasiado perfeitas, estilo museu e querem a todo o custo afastar-nos com os seus preços proibitivos. E agora sou eu que pergunto: “faz sentido pedir tanto por uma peça de roupa, por uns sapatos ou por uma mala? Valem mesmo assim tanto essas peças? Algumas peças até podem ser feitas à mão, mas nem todas, por isso o que justifica esses preços e o que é que ainda faz algumas pessoas entrarem para comprar? A exclusividade? Será isso? Mas com tanta falsificação hoje em dia até isso se perde.

 

Se os estilistas e donos das marcas tornassem as coisas um bocadinho mais reais, eu sei que ai muitos dos sonhos e suspiros se desvaneciam, mas pelo menos seriam sonhos que se tornariam reais! 

 

Até lá prometo suspirar muito e enviar vários dos meus sonhos para aqueles imensos espaços vazios!

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Num fim-de-semana de sol radiante em Portugal, em que está tudo a festejar os santos populares ou pelas belas praias do nosso país, por aqui em Madrid a coisa é bem diferente. 

 

Como não existem praias, as pessoas só tem duas opções, ou vão para a piscina ou apanham banhos de sol pelos imensos parques da cidade. E quando eu digo banhos de sol, quero dizer que vão mesmo de biquini e toalha, como se estivessem na praia. 

 

Madrid tem mesmo muitos encantos e recantos e estes dias andei a passear por dois sítios incríveis: o parque do Retiro, com o seu lago fantástico e a feira do livro, que decorre até 14 de Junho; e o templo de Debod, um templo egipcio rodeado de um parque muito bonito, com um pôr-do-sol que todos dizem ser maravilhoso (não fiquei até tão tarde, quem sabe numa próxima oportunidade). 

 

Mas, como se costuma dizer, uma imagem vale mais que mil palavras, por isso aqui ficam as lembranças destes dois dias, pela lente do meu telemóvel. 

 

 

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 (Parque do Retiro)

 

 

 

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(Porta de Alcalá)

 

 

IMG_4488.jpg(Praça de Espanha)

 

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(Templo de Debod) 

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O fim-de-semana já está mesmo aí e dentro de poucas horas estou de partida para Lisboa. Estou desejosa para ir até à praia, mas já sei que as temperaturas estão a diminuir. Pois bem, se assim for vou ter de me contentar com uns banhos de piscina com a família, que vão todos rumar a Lisboa para me visitar (super feliz!).

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Ainda só passei um fim-de-semana em Madrid, desde que aqui estou, foi muito pouco turístico e muito mais madrileno. Na sexta-feira, fui jantar a um sítio muito normal perto da minha casa, já bem tarde, porque o Pedro chegou no avião das 22:30. Após o jantar, fomos fazer beber um vinho a uma das ruas que, apesar de ainda não conhecer muitas, é já das minhas favoritas “Calle Ponzano”, ao que parece é a rua com mais restaurantes por metro quadrado e dos que tive oportunidade de ver, tinham todos bom aspeto. Nesse dia fomos ao Contraseña e o espaço é mesmo giro. Seguido de um copo de vinho, fomos fazer algo muito típico em Madrid, que também já começa a ser muito normal em Portugal, beber uns copos a casa de uns amigos de uns amigos, neste caso. Acabei por conhecer algumas pessoas e diverti-me bastante, o que para a minha integração foi muito bom. O que não estava à espera era que as 4:30 da madrugada ainda existissem pessoas a quererem sair, pois é verdade, aqui é normal tudo acontecer bem mais tarde. Não podia dizer que não e lá fomos todos a um club em Goya muito giro (não, não fomos ouvir reggaeton).

 

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Cheguei a casa bem tarde, mas sabia que tinha de aproveitar o dia de sábado e que havia muito para fazer. O almoço foi na mesma rua que falei antes na Calle Ponzano e fomos ao restaurante Muta. A minha amiga que vive aqui já me tinha falado dele, mas foi coincidência ir lá parar. Este restaurante ao que parece mudada o tema e a carta de tempos a tempos, o que me parece um conceito original e engraçado. Com toda a certeza que lá irei mais vezes.

 

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O próximo passo foi assinar o nosso contrato de arrendamento. Já tinha tratado de tudo desde Portugal, mas era necessário oficializar, além disso, fomos fazer o reconhecimento do nosso futuro bairro.

Já em estilo corrida fui ter com uns amigos de trabalho para ir beber umas cañas e relaxar um bocadinho. Como o tempo foi curto estendemos o momento e fomos todos jantar umas tapas a um restaurante que supostamente é conhecido por aqui o Malaspina.

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No domingo tive direito a um almoço de boas vindas em casa da minha amiga e foi ótimo, dado que ela é uma excelente cozinheira e claro que o almoço foi bem regado com um óptimo vinho espanhol. (Agora vou começar a fazer descobertas de bons vinhos por aqui e depois partilho tudo). O resto da tarde foi para descansar, mas antes da partida do Pedro ainda tivemos tempo para ir jantar ao Platea (uma espécie de mercado da ribeira, mas mais pequeno e com ar de plateia de teatro).

 

 

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E hoje, dia de rumar a Portugal, mas precisamente a Lisboa, vão ser 4 dias de fim-de-semana (2ªf é feriado por aqui) muito corridos entre ter de ir à Feira do Livro,  ir beber um copo com uns amigos no Tivoli, jantares de anos, sol, praia, arrumações e estar com a minha família. Mas eu acredito que o tempo somos nós que o fazemos e que é possível esticar bem as 24 horas de cada dia, até porque QUEM CORRE POR GOSTO NÃO CANSA.

 

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 (Tivoli Sky Bar Lisboa_Avenida da Liberdade)

 

 

 

 

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Nem tudo são rosas e mudar de país tem claramente alguns espinhos, nomeadamente a parte mais burocrática da coisa. 

 

Para se poder trabalhar em Espanha são necessárias várias diligências, umas antes de se assinar o contrato e outras só possíveis após a assinatura do contrato de trabalho. 

 

O primeiro passo é “dar alta” na segurança social como eles dizem, que só é possível com uma declaração da empresa. Este passo fiz, umas semanas antes de começar a trabalhar. Vim a Madrid procurar casa e aproveitei para tratar logo da questão. 

 

E até começar a trabalhar foi isto que pude adiantar. Entretanto, fiz “uma reserva” nos serviços de “extranjería” com quase um mês de antecedência e esta segunda-feira finalmente chegou o dia de ir fazer o meu NIE (Número de identificação de estrangeiro). Este número é basicamente o meu cartão de cidadão cá da zona e sem ele não posso fazer simples coisas como abrir uma conta. Que foi exatamente o que fui fazer a seguir. 

 

Portanto, depois de passar uma manhã inteira a correr a cidade de um lado ao outro e de ter lido quase um livro durante os demorados trajetos de metro, comecei finalmente a trabalhar perto das 13h. 

 

Parece bom não trabalhar umas horas, mas pelas corridas não acho que valha a pena. O aspecto positivo de tudo isto é que agora já estou legal.

 

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Pois é minha gente, este será um post tipo histórias da Anita (que parece que agora até nos livros portugueses adoptou o seu verdadeiro nome).

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Quando era pequena adorava ir com a minha mãe ao mercado, nomeadamente à frutaria, peixaria, talho e afins. As senhoras (os) das bancadas já me conheciam e viram-me crescer.Ainda fui durante uns bons anos, mas depois com as modernices das superfícies comerciais, em que podemos comprar tudo ao mesmo tempo, atirar para dentro do carrinho e levar confortavelmente até ao carro, uma pessoa vai-se desabituando de ir ao mercado, no qual os produtos são muitas vezes de melhor qualidade (claro que nem sempre, mas regra geral).

 

Passando tantos anos parece que voltei ao mercado. A rua onde estou a morar deve ter no mínimo umas dez frutarias, tem talhos e peixarias e diversos supermercados pequeninos e claro está que para me alimentar tive de voltar ao antigamente e levar saquinhos na carteira para por tudo e chegar a casa com os braços e as mãos vincadas pelo peso. 

 

Estou para aqui a desabafar, no que mais parece uma birra, mas não é nada disso, porque na verdade até é engraçado e as pessoas são todas muito simpáticas . Isto de andar de porta em porta tem muito que se lhe diga e permite-me fazer algumas descoberta, do tipo, ter uma chocolataria fenomenal mesmo ao pé de casa e uma padaria/pastelaria com coisas demasiado boas para levar para casa (só de olhar engordei)!

 

Ainda não me aventurei para muito longe, mas parece que a minha área está bem servida.

 

 

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